Connect with us

Ciência

5 jovens cientistas e suas invenções que podem mudar o mundo

Published

on

A inspiração pode vir de diferentes lugares e, com o empenho necessário, essas boas ideias podem virar produtos de grande utilidade. Não é preciso ser um grande especialista em uma área para pensar em algo que pode mudar o mundo. E às vezes não precisa nem ser maior de idade para isso. Não faltam bons exemplos de jovens que estão empenhados na tarefa de elaborar produtos inovadores que vão revolucionar algumas áreas de conhecimento. Conheça cinco inventores adolescentes e as inovações que eles trouxeram para a ciência nos últimos anos:

 

1. A detecção de câncer feita por Brittany Wenger

15-of-the-coolest-science-fair-projects-youve-ever-seen

Após ver uma prima sofrer com câncer de mama, Brittany Wenger, de 17 anos, decidiu que queria ajudar. Após muito estudo, ela desenvolveu um software capaz de detectar este tipo de câncer com o máximo de precisão e o mínimo de impacto possível. A ideia deu a ela o prêmio máximo da Google Science Fair de 2012.

O programa foi desenvolvido para simular um cérebro humano e, com uma grande base de dados, poder detectar padrões complexos e diagnosticar células malignas nas mamas. Isso tudo utilizando o método de detecção menos invasivo de todos, a “punção aspirativa por agulha fina”. Este método consiste em retirar uma pequena quantidade de material através de uma agulha fina e, posteriormente, analisá-lo em microscópio. Essa técnica, porém, tinha uma das detecções menos eficazes, sendo necessária outra mais invasiva depois. Com o trabalho feito pela garota, o índice de detecção de células malignas subiu para 99,11%, e tende a aumentar com o uso, pois a base de dados ficará mais robusta.

Em 2012, Wenger foi eleita pela revista Time uma das 30 pessoas abaixo dos 30 anos que estão fazendo algo para mudar o mundo.

2. A polêmica árvore solar de Aidan Dwyer

Adam_dwyer_photo-by-Kris-Krüg-for-PopTech

Em 2011, e com apenas 13 anos, Aidan Dwyer foi um dos 12 estudantes a receber o Young Nationalist Award, prêmio dado pelo Museu de História Natural de Nova York. A congratulação veio graças a sua observação da natureza. Quando descobriu que algumas espécies de árvores cresciam de acordo com um padrão matemático específico, a sequência Fibonacci, o garoto decidiu replicar o modelo para construir um painel solar que seria de 20 a 30% mais eficiente que os painéis tradicionais.

Junto com o prêmio, surgiram também várias críticas ao experimento de Aidan. Em uma entrevista para o Wall Street Journal, Jan Kleissl, professor assistente de engenharia ambiental da Universidade da Califórnia, disse que o garoto mediu a variável errada em seu experimento: em vez de calcular a potência gerada, ele usou a tensão. Para explicar melhor, o professor faz uma analogia com um cano de água: a tensão seria equivalente à pressão e a potência ao quanto de líquido é liberado no fim. O problema é que, para calcular essa potência, há também outra variável a ser considerada, que é a largura do cano (no caso elétrico, a corrente) e isso não teria sido levado em consideração por Aidan.

O professor Kleissl ainda completa que, mesmo que o garoto tivesse medido as variáveis corretas, tinha certeza que “ele não descobriria que o arranjo que fez é o melhor”. Segundo ele, o modelo levaria vantagem nas primeiras horas da manhã, mas perderia força durante o dia por causa da posição das “folhas”. Aidan ainda acredita em sua ideia inicial e continua trabalhando em novos modelos para mostrar que as árvores solares podem melhorar o desempenho do painel tradicional.

 

3. Justin Beckerman e seu submarino pessoal

justin

Quando Justin Beckerman tinha 18 anos, decidiu que queria explorar o lago Hopatcong, perto da sua casa em New Jersey, nos Estados Unidos. E resolveu fazer isso da maneira mais inusitada possível: através de seu próprio submarino individual. Usando materiais recicláveis e peças aproveitadas de experiências antigas, Justin gastou um mês planejando o modelo definitivo e gastou cerca de $2 mil dólares para construir, na garagem de casa, o Nautillus. Com 2,7 metros de comprimento, o submarino pessoal pode afundar 9 metros e ficar sob a água por 2 horas, em uma velocidade de 2,4 km/h. O veículo tem motor, bombas de água, painel de controle eletrônico, quatro sistemas de bateria e envia um sinal a cada 30 segundos para que a família de Justin saiba que ele está bem.

O processo de construção do Nautillus, porém, não foi simples. O primeiro protótipo surgiu quando o garoto tinha apenas 12 anos, mas não funcionou direito porque a força de empuxo exercida pela água não deixava o submarino afundar. Alguns anos depois, ele tentou novamente e conseguiu fazer o submarino afundar, mas enfrentou problemas com a pressão da água. Ele só encontrou a solução para o problema aos 18 anos, quando fez uma cabine em forma de tubo, que resiste muito melhor à pressão externa.

4. Alexander Kendrick e a comunicação abaixo da terra

Underground Christian Cave From 1st Century A.D. Exposed Near Jericho

Um dos maiores problemas nas explorações de cavernas é a comunicação com a superfície. Isso fica mais evidente quando acontecem acidentes e o resgate das vítimas precisa ser feito de forma rápida e segura. Quem trouxe a solução para este problema foi Alexander Kendrick, um adolescente de 16 anos do Novo México, nos Estados Unidos.

Ele desenvolveu um aparelho que transmite dados em baixa frequência, capaz de penetrar mais facilmente em rochas. O teste, feito em uma caverna de aproximadamente 300 metros de profundidade, foi bastante animador. Após o calibramento do aparelho, Kendrick enviou a palavra “Happy” para a superfície, que recebeu um “appy”. Não foi a palavra completa, mas um resultado positivo para tamanha distância abaixo da terra.

Especialistas dizem que o resgate de pessoas talvez não seja a única utilidade da invenção de Kendrick. Em uma entrevista para a NPR, Diana Northup, microbiologista da Universidade do Novo México, disse que o dispositivo pode ajudar na transmissão de dados sobre microrganismos que vivem em cavernas profundas, sem que os pesquisadores afetem demais o ambiente em que eles vivem.

O transmissor conseguiu o primeiro lugar na Intel International Science and Engineering Fair 2009, na categoria Engenharia Elétrica e Mecânica. De acordo com Kendrick, o próximo passo é trabalhar para aprimorar o rádio e deixá-lo menor e mais fácil de ser utilizado.

 

5. A mão mecânica de Easton LaChappelle

Easton_LaChappelle

Quando tinha 14 anos, Easton LaChappelle decidiu construir uma mão robótica de Lego. O problema é que ele não sabia nada de eletrônica e teve que aprender o básico para fazer com que a mão abrisse e fechasse os dedos. O projeto lhe rendeu o terceiro lugar na 2011 Colorado State Science Fair, mas esse não foi o principal resultado. Ele conheceu uma garotinha de 7 anos que usava uma prótese de 80 mil dólares. Isso foi determinante para ele querer construir um modelo alternativo que fosse mais barato.

Sem dinheiro para investir no projeto, o garoto começou a trabalhar com o que tinha disponível: uma impressora 3D e um software de modelagem. Foi quando ele conseguiu desenvolver o primeiro modelo de braço adaptável a uma mão feita por open source, com direitos de uso liberados. Tirando os custos para adquirir a impressora, a prótese inteira saiu por cerca de 250 dólares. Hoje ele trabalha na terceira versão, que possui um controle mais preciso dos dedos.

O projeto lhe rendeu um convite para a White House Science Fair, na qual ele apresentou o protótipo para o presidente Barack Obama. Hoje LaChappelle trabalha no Johnson Space Center, na NASA, ajudando o time Robonaut com projetos de telerrobótica, para controlar robôs semi-autônomos a certa distância.

Materia muito interessante que vimos na Super Interessante

Continue Lendo

 

Comentários Facebook

Clique para comentar

Leave a Reply

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Arte

Visões do Futuro – 14 pôsteres da NASA retratam o futuro das viagens interplanetárias

A Nasa e a JPL (Laboratório de propulsão a jato) criaram uma série de pôsteres de viagens interplanetárias chamada “Visões do Futuro”. Nove artistas, designers e ilustradores foram envolvidos na criação dos 14 pôsteres, que foi resultado de muitas sessões de brainstorm com os cientístas, engenheiros e especialistas em comunicação da JPL.

Published

on

By

A Nasa e a JPL (Laboratório de propulsão a jato) criaram uma série de pôsteres de viagens interplanetárias chamada “Visões do Futuro”. Nove artistas, designers e ilustradores foram envolvidos na criação dos 14 pôsteres, que foi resultado de muitas sessões de brainstorm com os cientístas, engenheiros e especialistas em comunicação da JPL.

A imaginação é a nossa janela para o futuro. Na NASA / JPL nós nos esforçamos para ser ousados no avanço a beira da possibilidade para que um dia, com a ajuda de novas gerações de inovadores e exploradores, essas visões do futuro possam se tornar uma realidade. Como você pode ver nessas imagens de destinos de viagem imaginativas, lembre-se que você pode ser um arquiteto do futuro.

JPL é um laboratório de pesquisas científicas e robóticas. Ela ajudou a abrir a era espacial, desenvolvendo o primeiro satélite americano em órbita da terra, criou a primeira nave interplanetária bem sucedida e envio de missões robóticas para estudar todos os planetas do sistema solar, incluindo asteróides, cometas e luas. Outra coisa bem interessante é que a JPL desenvolveu e gerencia a “Deep Space Network”, um sistema mundial de antenas que se comunica com as naves interplantárias.

Clique aqui para fazer download de todos pôsteres em alta.

 

grand_tourThe Grand Tour
A missão Voyager da NASA aproveitou o alinhamento raro dos planetas exteriores uma vez para fazer um grande tour do sistema solar. A nave gêmea revelou detalhes sobre Júpiter, Saturno, Urano e Netuno, usando a gravidade de cada planeta para enviá-los para o próximo destino. Voyager definiu o cenário para missões mais ambiciosas como Galileo para Júpiter e Cassini para Saturno. Ainda hoje as duas naves Voyager continuam retornando dados valiosos do confins do nosso sistema solar.

 

marsMars
O Programa de Exploração de Marte da NASA procura entender se Marte foi, é, ou pode ser um mundo habitável. Missão como Mars Pathfinder, Mars Exploration Rovers, Mars Science Laboratory e Mars Reconnaissance Orbiter, entre muitos outros, têm fornecido informações importantes para a compreensão da habitabilidade de Marte. Este poster imagina um dia futuro, quando nós olharmos para trás, e vermos os grandes marcos imaginados da exploração de Marte que será comemorado como “locais históricos.”

 

earthEarth
Não há lugar como o lar. Quente, úmido e com uma atmosfera que é certa, a Terra é o único lugar que conheçemos com a vida – e muita vida. Nossas missões científicas da Terra monitora nosso planeta e como ele está mudando, e se ele pode continuar fornecendo um refúgio seguro enquanto penetramos mais fundo no cosmos.

 

 

Crédito dos pôsteres:

Estratégia e Criatividade:
Dan Goods, David Delgado

Ilustradores:
Liz Barrios De La Torre (Ceres, Europa)
Stefan Bucher (Jupiter Design)
Invisible Creature (Grand Tour, Mars, Enceladus)
Joby Harris (Kepler 16b, Earth, Kepler 186f, PSO J318.5-22, Titan)
Jessie Kawata (Venus)
Lois Kim (Typography for Venus and Europa)
Ron Miller (Jupiter Illustration)

Continue Lendo

Ciência

A bandeira internacional do Planeta Terra

Os seres humanos estão ficando cada vez mais perto de um pousor em Marte, mas qual bandeira vamos fincar no solo marciano quando chegarmos lá? Um estudante de design Suéco acha que devemos ter uma bandeira que representa o planeta terra como um todo, veja sua arte.

Published

on

Os seres humanos estão ficando cada vez mais perto de pousor em Marte, mas qual bandeira vamos fincar no solo marciano quando chegarmos lá?

A chance é que seja a bandeira de estrelas e listras, assim como quando Neil Armstrong pisou pela primeira vez na Lua em 1969.

Mas um estudante de design da Suécia acha que devemos ter uma nova bandeira que representa não apenas os países, mas o Planeta Terra como um todo.

“Nós estamos navegando em um tipo diferente de água agora, por isso deve ser relevante para os nossos navios – que são naves espaciais hoje em dia – para ter uma bandeira de onde viemos, e nós viemos da Terra”, disse Oskar Pernefeldt de 24 anos.

relike-bandeira-marte

“Eu acho que é um pouco estranho, eticamente, ter bandeiras de diferentes países quando estamos cooperando de maneira global. A corrida espacial acabou “, disse ele.

Portanto Pernefeldt tomou sobre si a responsablidade de projetar uma nova bandeira, a bandeira Internacional do Planeta Terra, que poderia representar o nosso planeta em outros mundos.

O design simples, explicou, foi inspirado na imagem de uma flor e é utilizado para representar a conexão do planeta como um todo.

A decisão de ir com o azul como a cor é, aparentemente, a intenção de representar o oceano.

De acordo com Pernefeldt, o objetivo da bandeira é: “Para lembrar o povo da terra que nós compartilhamos esse planeta, não importa as fronteiras nacionais, devemos cuidar uns dos outros e do planeta em que vivemos.”.

Veja o video da criação da bandeira:

relike-astronalta-espaco

relike-esportes

relike-reuniao

Continue Lendo

Ciência

NASA divulga video incrível de seus 5 anos de observações do Sol

O Observatório de Dinâmica Solar da NASA divulgou um vídeo de quase 5 minutos dos 5 anos de suas observações do Sol, feitas desde 2010.

Published

on

O  Observatório de Dinâmica Solar da NASA divulgou um vídeo de quase 5 minutos dos 5 anos de suas observações do Sol, feitas desde 2010.

O material impressionante reúne as melhores imagens detalhadas de 1.826 dias de observação da superfície solar, somando um total de 2.600 terabytes de dados. Por meio delas, é possível ter uma ideia de como as explosões solares se formam.

Assista o video:

 

O Observatório explica que ao notar o sol em diferentes comprimentos de onda – e, portanto, em diferentes temperaturas – os cientistas podem analisar como o material se movimenta na atmosfera solar, chamada corona.

Isso permite investigar a causa das erupções solares, o que faz com a atmosfera do Sol aqueça em até 1.000 vezes mais que sua própria superfície e por que campos magnéticos solares estão em constante movimento.

O material é uma boa maneira da NASA também mostrar como ajuda os cientistas com pesquisas avançadas.

nasa-sol-observacao-relike-02

nasa-sol-observacao-relike-03

 

Continue Lendo
Advertisement

Facebook

Advertisement

Trending